Baker Tilly nos Media | Empréstimos obrigacionistas como alternativa ao financiamento tradicional

03 February 2016

Empréstimos obrigacionistas como alternativa ao financiamento tradicional
Por Paulo André, in Região de Leiria

O início de um novo ano é por todos encarado como uma oportunidade de fazer mais e melhor. As empresas não fogem à regra, e esta é muitas vezes uma fase para equacionar novos projetos. Para tal, é muitas vezes necessário recorrer a novos financiamentos. No entanto, e ainda no rescaldo da crise financeira, as instituições bancárias continuam muito cautelosas exigindo garantias reforçadas, que nem sempre as empresas têm capacidade de satisfazer. Neste sentido, apresenta-se como fulcral por parte do tecido empresarial, procurar alternativas ao tradicional financiamento junto de instituições bancárias. 

Antes da crise financeira, as empresas tinham relativa facilidade em se financiar junto do seu banco, sendo apenas necessário apresentar um business plan resumido. Com a implementação do novo enquadramento legislativo (nomeadamente o Basileia III), as instituições financeiras vêem-se obrigadas a ser mais seletivas na concessão de créditos. 

Nestes termos, a necessidade de encarar o mercado de capitais (inclusive o obrigacionista), como uma opção viável à obtenção de financiamento é cada vez mais evidente. Tanto no continente americano como em grandes países europeus, as empresas têm recorrido à emissão de obrigações ou papel comercial como alternativas ao financiamento bancário, apresentando taxas de sucesso muito elevadas. Em Portugal, esta realidade está ainda numa fase embrionária, sendo o mercado de capitais percecionado acessível, apenas aos grandes grupos económicos (e clubes desportivos que pelo caracter emocional conseguem apelar a muitos pequenos investidores).

No entanto, uma alteração de paradigma será benéfica tanto ao tecido empresarial, como aos investidores. Do lado das empresas, recorrer a produtos alternativos (obrigações) resulta na diversificação das suas fontes de financiamento, na obtenção de maturidades de longo prazo e na contratação de produtos reembolsáveis na maturidade, reduzindo assim a pressão de tesouraria no curto prazo. Adicionalmente, as exigências deste tipo de financiamento são cada vez mais acessíveis, não exigindo a notação de risco ou a prestação de garantias, apresentando-se assim como uma vantagem quando comparado com o recurso a financiamentos bancários. A divulgação de contas credíveis e auditadas é no entanto um requisito.

Do lado dos investidores, estes veriam o seu leque de carteiras de investimento aumentar, o que, no longo prazo, as otimizaria. Por outro lado, com o aumento do leque de obrigações corporate disponíveis, o crescente interesse de alguns investidores iria garantir o aumento da liquidez destes produtos, atraindo um maior número de investidores. Estando obviamente a evolução deste dependente daqueles players, o papel de plataformas e reguladores (EasyNext, Alternext), é fulcral, tendo estas vindo a evoluir nos últimos anos.

Em suma, o mercado obrigacionista poderá trazer grandes benefícios à economia, sendo ainda necessário que empresas e investidores consigam dar o primeiro passo, para que este ganhe a credibilidade necessária.

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